
"O todo é maior do que a soma das partes"
(Psicologia da Gestalt)
O materialista reducionista é alguém bem peculiar, que faz coisas altamente incompreensíveis, enquanto se considera a própria sensatez encarnada. Pois tudo é lógico e simples para o materialista reducionista.
O materialista reducionista acredita que sua posição social revela quem ele é. “Você não sabe com quem está falando!” – é uma das frases prediletas do materialista reducionista.
Não bastando saber quem ele é, o materialista reducionista também sabe o que todos são. O materialista reducionista adora apontar o dedo e dizer o que todos os outros são.
O materialista reducionista tem todas as respostas antes mesmo de formuladas as perguntas. E se surpreende com a indecisão e confusão dos outros. Pois tudo é plenamente certo para o materialista reducionista.
O materialista reducionista acredita piamente que a ciência (materialista reducionista) oferece subsídios morais e éticos para uma vida plena e significativa. Ele crê completamente que é produto único e exclusivo dos nutrientes que consome. E que se comer tomate (em algumas semanas) e não comer em outras (dependendo das reviravoltas científicas), ele deixará de ter um câncer.
E se porventura o materialista reducionista tiver um câncer, achará que o universo foi injusto com ele.
O materialista reducionista despreza Deus, julgando-o um simples delírio coletivo. E se ele acredita em Deus, trata-o como uma coisa que pode jogar em cima dos outros.
O materialista reducionista troca algumas bases nitrogenadas de um mísero micróbio e sai por aí dizendo que já pode criar vida.
O materialista reducionista não se importa de estar girando em uma bola no meio de um espaço infinito para todos os lados.
O materialista reducionista não se importa sequer com essa bola.
O materialista reducionista se sente em paz absoluta quando conquista o seu status desejado: casa, comida, sexo e um hobby.
O materialista reducionista não compreende, apenas analisa, quebrando e dividindo as coisas em partículas cada vez menores, desconectando o universo inteiro.
O materialista reducionista acredita que a psicologia é redutível à biologia, que é redutível à química, que é redutível a física, que é redutível a algo infinitamente minúsculo – e simples de entender.
O materialista reducionista simplesmente entende e ponto final.
O materialista reducionista acredita que sua posição social revela quem ele é. “Você não sabe com quem está falando!” – é uma das frases prediletas do materialista reducionista.
Não bastando saber quem ele é, o materialista reducionista também sabe o que todos são. O materialista reducionista adora apontar o dedo e dizer o que todos os outros são.
O materialista reducionista tem todas as respostas antes mesmo de formuladas as perguntas. E se surpreende com a indecisão e confusão dos outros. Pois tudo é plenamente certo para o materialista reducionista.
O materialista reducionista acredita piamente que a ciência (materialista reducionista) oferece subsídios morais e éticos para uma vida plena e significativa. Ele crê completamente que é produto único e exclusivo dos nutrientes que consome. E que se comer tomate (em algumas semanas) e não comer em outras (dependendo das reviravoltas científicas), ele deixará de ter um câncer.
E se porventura o materialista reducionista tiver um câncer, achará que o universo foi injusto com ele.
O materialista reducionista despreza Deus, julgando-o um simples delírio coletivo. E se ele acredita em Deus, trata-o como uma coisa que pode jogar em cima dos outros.
O materialista reducionista troca algumas bases nitrogenadas de um mísero micróbio e sai por aí dizendo que já pode criar vida.
O materialista reducionista não se importa de estar girando em uma bola no meio de um espaço infinito para todos os lados.
O materialista reducionista não se importa sequer com essa bola.
O materialista reducionista se sente em paz absoluta quando conquista o seu status desejado: casa, comida, sexo e um hobby.
O materialista reducionista não compreende, apenas analisa, quebrando e dividindo as coisas em partículas cada vez menores, desconectando o universo inteiro.
O materialista reducionista acredita que a psicologia é redutível à biologia, que é redutível à química, que é redutível a física, que é redutível a algo infinitamente minúsculo – e simples de entender.
O materialista reducionista simplesmente entende e ponto final.
O materialista reducionista vê inimigos em toda parte.
O materialista reducionista analisa pessoas como quem separa as peças de um Maria-Fumaça.
O materialista reducionista não enxerga seres humanos: vê números e cifras.
O materialista reducionista acha que a humanidade é uma abstração. E crê que o que vê em sua TV é mais real do que a realidade.
O materialista reducionista não consegue enxergar que a palavra realidade é uma das palavras mais abstratas que existe, senão a mais.
O materialista reducionista acredita que não precisa se responsabilizar pelas ordens que recebe “de cima”. Tampouco pelos filmes que encenam ou pelas peças que reproduzem nos cinemas e teatros da vida.
O materialista reducionista, apesar de poder ir à igreja, julgaria Jesus um louco se o visse cara-a-cara.
O materialista reducionista acha que sabe muito, porque não aprendeu o bastante para ver a dimensão de sua ignorância.
O materialista reducionista acha que não precisa dos outros para sobreviver. Acredita que a fruta nasce na fruteira, a água é criada na torneira, que sempre houve luz elétrica, que o mundo é assim porque assim sempre foi.
O materialista reducionista consegue assistir televisão com a maior calma do mundo. Ele cala-se ao ver uma notícia sobre crianças que “morrem de fome a cada tantos segundos”; em seguida, meio minuto depois, já está comemorando os gols da seleção.
O materialista reducionista tem a consciência de um peixinho dourado.
O materialista reducionista acha que os filhos pertencem aos pais, e que todo investimento tem que dar lucro.
O materialista reducionista só enxerga a si mesmo no mundo, ou outros iguais a ele.
O materialista reducionista manda matar pessoas e manda outras para o manicômio, com a maior facilidade científica possível.
O materialista reducionista acha que nada vale mais do que ele encostar sua cabeça no seu travesseiro à noite.
O materialista reducionista adora conjugar com pronomes possessivos (principalmente o primeiro do singular).
O materialista reducionista se entristece com o tratamento dado aos animais, mas come com a maior naturalidade do mundo, como se nada tivesse a ver com nada.
O materialista reducionista acredita que pobre é vagabundo e desleixado.
O materialista reducionista talvez nunca tenha olhado alguém nos olhos.
O materialista reducionista se acha muito inteligente.
O materialista reducionista muitas vezes é orgulhoso, arrogante e zombeteiro.
O materialista reducionista não consegue entender por que às vezes ele sente alguma grande e profunda tristeza, tão indefinível – já que ele tem tudo o que sempre sonhou.
O materialista reducionista ama de paixão escrever livros de como se tornar rico e bem-sucedido em uma semana ou em dez passos.
*
Desculpa o desabafo, mas é duro tolerar um materialista reducionista.
Felizmente posso ver que o materialista reducionista também carrega em si o inefável e o indizível.
Senão até eu seria aqui um materialista reducionista!
O materialista reducionista não enxerga seres humanos: vê números e cifras.
O materialista reducionista acha que a humanidade é uma abstração. E crê que o que vê em sua TV é mais real do que a realidade.
O materialista reducionista não consegue enxergar que a palavra realidade é uma das palavras mais abstratas que existe, senão a mais.
O materialista reducionista acredita que não precisa se responsabilizar pelas ordens que recebe “de cima”. Tampouco pelos filmes que encenam ou pelas peças que reproduzem nos cinemas e teatros da vida.
O materialista reducionista, apesar de poder ir à igreja, julgaria Jesus um louco se o visse cara-a-cara.
O materialista reducionista acha que sabe muito, porque não aprendeu o bastante para ver a dimensão de sua ignorância.
O materialista reducionista acha que não precisa dos outros para sobreviver. Acredita que a fruta nasce na fruteira, a água é criada na torneira, que sempre houve luz elétrica, que o mundo é assim porque assim sempre foi.
O materialista reducionista consegue assistir televisão com a maior calma do mundo. Ele cala-se ao ver uma notícia sobre crianças que “morrem de fome a cada tantos segundos”; em seguida, meio minuto depois, já está comemorando os gols da seleção.
O materialista reducionista tem a consciência de um peixinho dourado.
O materialista reducionista acha que os filhos pertencem aos pais, e que todo investimento tem que dar lucro.
O materialista reducionista só enxerga a si mesmo no mundo, ou outros iguais a ele.
O materialista reducionista manda matar pessoas e manda outras para o manicômio, com a maior facilidade científica possível.
O materialista reducionista acha que nada vale mais do que ele encostar sua cabeça no seu travesseiro à noite.
O materialista reducionista adora conjugar com pronomes possessivos (principalmente o primeiro do singular).
O materialista reducionista se entristece com o tratamento dado aos animais, mas come com a maior naturalidade do mundo, como se nada tivesse a ver com nada.
O materialista reducionista acredita que pobre é vagabundo e desleixado.
O materialista reducionista talvez nunca tenha olhado alguém nos olhos.
O materialista reducionista se acha muito inteligente.
O materialista reducionista muitas vezes é orgulhoso, arrogante e zombeteiro.
O materialista reducionista não consegue entender por que às vezes ele sente alguma grande e profunda tristeza, tão indefinível – já que ele tem tudo o que sempre sonhou.
O materialista reducionista ama de paixão escrever livros de como se tornar rico e bem-sucedido em uma semana ou em dez passos.
*
Desculpa o desabafo, mas é duro tolerar um materialista reducionista.
Felizmente posso ver que o materialista reducionista também carrega em si o inefável e o indizível.
Senão até eu seria aqui um materialista reducionista!
